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sábado,28 de maio de 2011

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

@A Macedônia

Situada ao norte da Grécia, a Macedônia era para os evoluídos gregos um país de bárbaros.
O rei Felipe II unificou politicamente o Império Macedônico. No plano militar, além de construiu uma frota, instituiu a chamada "falange macedônica", que era assim formada:
"A falange era um quadrado, em que cada um dos lados tinha quatro filas de lanceiros. A primeira armava-se de lanças mais curtas. A segunda da lanças mais longas, que passavam entre os soldados da primeira fila. A terceira, de lanças ainda mais longas, e a quarta de lanças longuíssimas. Todas as pontas de lanças nivelavam-se na primeira fila. O adversário defrontava-se assim com um ouriço compacto".
Aproveitando-se da fraqueza das cidades gregas, em 338 a.C.. Felipe II conquistou a Grécia na Batalha de Queronéia. Dois anos mais tarde (336) é assassinado por um dos oficiais. Sobe, então, ao trono com apenas 20 anos de idade, seu filho Alexandre.
Após dominar com muita energia várias revoltas de cidades gregas, Alexandre lança-se (334) à conquista do Império Persa. Em 10 anos de batalhas espetaculares, funda um dos maiores impérios de todos os tempos: da Macedônia ao Oceano Índico, do Egito até a Índia. Mas Alexandre morre repentinamente, na Babilônia (323 a.C.), com apenas 33 anos de idade.
Após a morte de Alexandre, seu império esfacelou-se, devido às ambições de seus generais e também devido à falta de solidez de seu efêmero império mundial.
O Helenismo
As conquistas de Alexandre contribuíram para difundir a cultura grega (também chamada helenística) nos países orientais.
O idioma, a literatura, a ciência e a filosofia grega, passaram a ser difundidas em larga escala.
É evidente que devido às grandes extensões havia muitas variações regionais, mas no geral o mundo helenístico apresentava com uma velocidade não muito inferiores a de hoje, e as diferenças entre as várias regiões podem ser consideradas como muito menores do que no mundo ocidental atual, pois a língua e a tradição básica erma as mesmas. Um intelectual grego – poeta ou matemático – podia sentir-se em casa, igualmente, em Siracusa ou Alexandria. O deus grego-egípcio Serápis e sua mulher Ísis – e, com o tempo outros deuses orientais conquistaram milhares de corações longe de sua terra original. Atores e atletas tinham associações internacionais: a Associação Internacional de Lutadores, com suas representações locais, apareceram com entidades organizadas em muitos documentos. Os gregos da classe superior (por nascimento ou por educação) tinham amigos e correspondentes em toda à parte. Basta ler os Atos dos Apóstolos para ver como isso foi importante na preparação de condições favoráveis para a difusão do Cristianismo, e antes mesmo, para a aceitação do Império Romano universal".
O Legado Cultural
A Religião
A religião grega era politeísta e não possuía escritas sagradas, dogmas, doutrinas e credos. Entre os homens e os deuses existia a mais completa familiaridade. Eram normais as conversações entre deuses e homens, e também era comum o mortal se queixar da divindade que não agira corretamente ou havia faltado às promessas. Na literatura grega encontramos muitos relatos dos amores entre homens e deusas e dos deuses com mulheres terrenas.
Esses deuses eram belos, fortes e inteligentes. Viviam num palácio no monte Olimpo.
Dentre os principais deuses podemos citar:
Nome Grego Nome Latino Atributos
Zeus Júpter Soberano dos deuses, Senhor do Céu e da Terra.
Hera Juno Deusa do casamento e esposa de Zeus.
Hélios (ou Febo) Apolo Deus do Sol e das Belas Artes.
Afrodite Vênus Deusa da mocidade, do amor e da beleza.
Ares Marte Deus da guerra.
Palas Minerva Deusa da sabedoria.
Hermes Mercúrio Deus do comércio.
Deméter Ceres Deusa da agricultura.
Hefestos Vulcano Deus do fogo e da indústria.
Ártemis Diana Deusa da lua e protetora dos caçadores.
Poseidon Netuno Deus do mar.
Héstia Vesta Deusa do fogo sagrado.
O Culto
Era nos templos que os gregos realizavam suas cerimônias religiosas. No culto os gregos ofertavam aos deuses, cantos de louvor, alimentos, objetos e sacrifícios de animais.
Os gregos faziam as suas orações em pé, pois se ajoelhar era considerado indigno de homens livres.
Os sacerdotes não eram profissionais, pois não se dedicavam exclusivamente à religião. Eram apenas cidadãos que conheciam os ritos e as fórmulas religiosas.
Os Oráculos
O termo oráculo para os gregos tinha dois significados:
1º- seria a resposta que os deuses davam às perguntas dos homens;
2º-seria o local da consulta, ou seja, o santuário.
Dos oráculos o mais famoso foi o de Delfos, consagrado a Apolo.
Os Jogos
Nos jogos, os olímpicos eram os mais famosos. Eram realizados em Olímpia em homenagem a Zeus. Após o ano de 776 a.C., passaram a ser realizados de quatro em quatro anos.
Os Heróis
Os heróis diferiam dos deuses por serem mortais.
Dentre os mais famosos podemos destacar:
Perseu matos a Medusa, monstro de dentes afiados e cabeças cheias de serpentes;
Teseu matou o Minotauro, monstro que habitava o labirinto de Cnossas em Creta;
Édipo decifrou o enigma da esfinge, monstro que devorava os viajantes que respondessem às perguntas que fazia.
Jasão e seus companheiros, os argonautas, conquistaram o velocino de ouro;
Heracles (o Hércules romano), foi maior de todos os heróis, realizou 12 trabalhos para aplacar a fúria de Hera.
A Religião Doméstica
Paralelamente à religião oficial, os gregos tinham uma religião doméstica onde cultivavam os seus antepassados.
Para as pessoas dessa época, cada morto era um deus. Não era necessário ter sido homem virtuoso, tanto era deus o mal continuaria na sua segunda existência com todas as más inclinações já reveladas durante a sua primeira vida.
Segundo Fustel de Coulanges, este culto dos mortos existia entre os gregos, etruscos, latinos, sabinos e também entre os párias da Índia.
Acreditava-se que o morto necessitava de alimentos e bebidas, portanto era dever dos vivos satisfazer esta necessidade. "Ao deixarem de oferecer aos mortos a refeição fúnebre, estes saíam dos seus túmulos, sombras errantes, se faziam notar pelo gemer no calado da noite silenciosa. Repreendiam os vivos pela sua negligência ímpia; procuravam puni-los, enviando-lhes doenças ou ameaçando-os com a esterilidade do solo. Enfim, não deixavam aos vivos descanso algum até o dia em que os repastos fúnebres se restabelecessem. O sacrifício,a oferta de alimento e a libação (derramamento de vinho ou outro líquido) faziam-nos voltar ao túmulo e garantiam-lhes o repouso e os atributos divinos. O homem ficava então em paz com os seus mortos".
Os gregos chamavam as almas humanas divinizadas pela morte de Demônios (gênio bom ou mal) enquanto os latinos davam o nome de Lares. (donde a palavra lar).
O Fogo Sagrado
Nas casas dos gregos (e também dos romanos) existia um altar, onde o dono da casa era obrigado a manter o fogo aceso dia e noite, Se porventura o fogo apagasse a desgraça recairia sobre a família.
Este fogo era adorado. Prestavam-lhe verdadeiro culto,imploravam-lhe verdadeira proteção, que supunham poderosa. Dirigiam-lhe preces, para a obtenção de saúde, riqueza e felicidade.
É importante destacar o que diz Fustel de Coulanges, sobre o assunto: "O fogo mantido no lar é de natureza distinta do fogo material... . É fogo puro, só podendo ser produzido quando ajudado por certos ritos e somente alimentado com determinadas espécies de madeira. É fogo casto; a união dos sexos deve arredar-se para longe de sua presença. Não se lhe pede somente a riqueza e a saúde, se roga-lhe também que conceda ao homem pureza de coração, temperança e sabedoria".
Os Ritos
Realizavam-se no interior da casa e cada família tinha o seu ritual próprio, o pai dirigia o culto, pois esta religião não tinha templos e nem sacerdotes.
Conclusões
Em relação às manifestações religiosas dos gregos, devemos fazer uma distinção que é fundamental, pois a religião oficial, com seus deuses, heróis, templos e oráculos, tiveram uma influência pequena sobre a mentalidade, os hábitos, costumes e instituições, se comparada com a religião doméstica. Esta última firmou os alicerces da família e de várias instituições, tais como o casamento e a propriedade privada.
Em síntese, as condições históricas fizeram com que na Grécia a religião estivesse muito próxima dos homens, fosse alegre e expansiva, pois para este povo imperialista e vencedor não havia razão para o pessimismo, para as lamentações.
A Filosofia Grega
Os gregos entenderam por Filosofia "um sério esforço para compreender o mundo e os homens". Procuraram explicar o mundo de forma racional, deixando de lado as tradições místicas e religiosas.
Tales de Mileto é o primeiro grande nome da Filosofia Grega, para ele a água era a origem de todas as coisas. Apesar de ser uma concepção errônea, não deixava de ser um avanço, pois os deuses não tinham vez em suas explicações.
Para Heráclito o elemento essencial era o fogo. Para ele no mundo tudo se transforma, ou seja, tudo é movimento. Não se pode, por exemplo, estar duas vezes na mesma corrente.
Pitágoras nasceu em Samos e, com cerca de quarenta anos emigrou para o sul da Itália (Cratono), onde fundou uma escola. Para Pitágoras e seus adeptos, a essência das coisas residia num princípio abstrato.
Os Sofistas
O termo "sofista" significa "partidário da sabedoria". Mais tarde os sofistas foram injustamente criticados por Platão. Daí o tempo ter adquirido um sentido pejorativo.
Conforme ensina Leonel França, os sofistas "eram mais retóricos que filósofos, argutos, artificiosos e eruditos, ensinavam à juventude ateniense atraídos pelos encantos da eloqüência, com a arte de defender o pró e o contra de todas as questões, o segredo de tirar partido de qualquer situação, galgando as mais elevadas posições numa democracia volúvel e irrequieta. Serviam-se das armas da razão par destruir a própria razão e, sobre as ruínas da verdade, erigir o interesse em norma suprema de ação".
Eis os principais traços da doutrina sofista:
• Relativismo - Não se preocupavam com a busca de algo estável e permanente.
• Subjetivismo - Não existe verdade objetiva.
• Ceticismo - Nada podemos conhecer com certeza.
• Indiferentismo: moral e religioso.
• Oportunismo político
• Utilitarismo.
Pitágoras foi o mais célebre dos sofistas.
Sócrates
• Combatendo os sofistas, Sócrates acreditava que era necessário chegar-se ao saber verdadeiro e obrigatório.
• Nada escreveu, e aquilo que sabemos nos foi transmitido por Platão, seu mais brilhante aluno.
• Adotava como regra de vida a seguinte frase: "Conhece-te a ti mesmo".
• Sócrates através de discussões procurava despertar em todos o amor ao saber.
• Acusado de agir contra a democracia, foi condenado à morte.
• Apesar de teu sua fuga facilitada por amigos, Sócrates preferiu morrer bebendo uma taça de veneno.
Platão
Aluno de Sócrates, Platão era aristocrata dos pés à cabeça, daí o seu desprezo pela democracia.
Suas principais obras foram: "A República" e "As Leis".
Em "A República" descreve um Estados ideal. Neste Estado existiram três categorias de pessoas:
Os filósofos, os guerreiros e os trabalhadores.
Os filósofos governariam, os guerreiros protegeriam o Estado e os trabalhadores, como sempre, deveriam trabalhar para manter os guerreiros e os filósofos.
Para Platão os homens se dividiam em: homens livres que tem raciocínio, e os escravos que só devem cumprir as ordens de seus senhores.
Em "As Leis" Platão afirma que "o melhor Estado, a melhor Constituição e as melhores leis aparecerão quando a sociedade tiver por lema: tudo é comum entre amigos".
Ao criticar a propriedade privada e o acúmulo de riquezas, Platão pode ser considerado o primeiro grande pensador a lançar idéias comunistas.
Aristóteles
Aristóteles foi o maior sábio da Antigüidade, prestando grandes contribuições para o desenvolvimento das ciências.
Defendia uma sociedade onde houvesse um certo equilíbrio entre ricos e pobres.
"Para Aristóteles, a propriedade privada, a escravidão e a opressão do Estado, são fatos naturais, que nunca poderão desaparecer..."
Na sua Política (principal obra), Aristóteles critica as idéias comunistas do mestre (Platão) e procura refuta-las com bastante habilidade... Com frases ocas, sofismo e jogos de palavra".
Para ele, o comunismo, tornaria impossível a criação de riquezas, porque "os homens nunca serão capazes de trabalhar senão para defender seus próprios interesses. O trabalho coletivo não faz surgir a harmonia entre os homens, mas a discórdia. A propriedade privada não é a verdadeira causa de todos os males que nos afligem. Essa causa é a própria natureza humana essencialmente ruim".
A Aristóteles devemos a fundamentação da lógica. Ensinava passeando pelos bosques, por isso sua escola se chamava peripatética, isto é. "Ambulante".
A Arquitetura
Arquitetura: emprego de mármore e pedras. Apogeu no século V a.C., chamado "Século de Péricles", quando Atenas viu a Acrópole receber belas construções, como o PARTENON, cujo friso foi esculpido por Fídias e tinha estilo dórico.
Empregou o dinheiro da LIGA DE DELOS.
A Arquitetura grega apresentava três estilos: dórico, jônico e Corinto.
• dórico: simples, apenas com uma placa de mármore;
• jônico: formado por volutas (adornos em espiral);
• corinto: tem forma de sino invertido envolvido por folhas de acanto.
História
Herótodo: considerado como "Pai da História"; historiador de Guerras Médicas.
Tucídides: Guerra do Peloponeso.
Xenofonte: As Helênicas e Retirada dos Dez Mil.
Medicina
Hipócrates de Cós, o "Pai da Medicina", autor do famoso Juramento dos Médicos, ainda hoje vigente.
Matemática e Física
• Pitágoras
• Tales de Mileto
Arquimedes: de Siracusa, autor do princípio da Alavanca, estudos de roldanas, parafuso-sem-fim, etc. Ateou fogo na frota romana com uma "máquina de espelhos".
Oratória
Demóstenes: autor de FILÍPICAS, suicidou-se tempos após a batalha de Queronéia, ao ver Atenas perder a independência.
Péricles: também responsável pelo máximo esplendor de Atenas.
Poesia
• Homero: "Ilíada e Odisséia".
• Hesíodo: autor de "Teogonia" sobre os deuses.
Pintores
• Apeles
• Panásio
• Zêuxis
Escultores Fídias: com obras famosas, tais como: Zeus em Olímpia e o Friso do Paternon.
Miron: "O Discóbolo".

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